Sunday, June 21, 2009

Medidas políticas de ajuda à maternidade como direito
Manifesto do Programa de Mulheres Contra o Aborto

MADRI, sexta-feira, 19 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O Programa Mulheres Contra o Aborto divulgou um manifesto no qual pede medidas políticas para ajudar as mulheres grávidas em dificuldade e afirma que a maternidade é um direito, não o aborto. Um total de 18.500 mulheres já aderiram ao manifesto.
No manifesto, as mulheres dizem levantar a voz “em nome próprio e no de milhões de mulheres silenciadas pela pressão do ‘pensamento único’, que prevalece atualmente em nossa sociedade com relação a tudo que concerne ao nosso sexo e que vincula obrigatoriamente os conceitos ‘mulher’ e ‘aborto’”.
“Estamos contentes por viver e por que nossos filhos vivam – dizem as integrantes do Programa. Consideramos que a vida humana é um direito e um bem que é preciso preservar desde a concepção e que qualquer ser humano, independentemente de sua idade, deve gozar da plena proteção do Estado e das leis.”
Elas reivindicam “a maternidade como um dos nossos direitos fundamentais”.
O aborto, afirmam, “é ética e legalmente inaceitável, não só porque aniquila um ser humano indefeso, mas porque supõe uma violência infligida à dignidade da mulher”.
Elas se declaram feministas, porque dizem defender “não só com a palavra, mas com nosso trabalho e nossa vida, a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres”.
“Os homens – afirmam – são nossos companheiros e pais dos nossos filhos. Não entendemos que exijam deles a manutenção da família ao mesmo tempo em que lhes negam qualquer direito e responsabilidade com relação ao nascimento desses filhos que são seus e a quem têm o direito e o dever de cuidar. São corresponsáveis pela gravidez e vítimas também do aborto, como as criaturas eliminadas e as mulheres.”
As assinantes do manifesto se mostram certas de que “todas as considerações anteriores são válidas à margem das crenças (ou não-crenças) religiosas e das ideias políticas, já que se referem à salvaguarda dos mais elementares direitos humanos”.
Exigem da Administração Pública que dedique o orçamento destinado ao aborto a promover redes de assistência a grávidas em situação desfavorável; que promova campanhas de informação sexual que eduquem na responsabilidade e impeçam que as mulheres carreguem sozinhas com as medidas anticoncepcionais ou de regulação da natalidade; e que agilize as políticas de adoção dos filhos cujas mães não podem ou não querem ficar com eles.
É preciso velar “para que o fato de ser mãe não limite a mulher, como ocorre na atualidade, ao ver diminuídas suas possibilidades de ascensão no trabalho, de estudos, seu salário e seu direito de desfrutar do lazer e do tempo livre em condições de plena igualdade com os homens”.
Pedem também que se acabe com o silêncio sobre as consequências do aborto: quadros de ansiedade, insônia, depressão, transtornos da alimentação e da vida sexual, que se perpetuam no tempo.
Para mais informação: http://www.mujerescontraelaborto.com/
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Tuesday, June 09, 2009

Nem tudo é mau, aqui pelo Porto!

Num destes dias de canícula, subia pela rua da Invicta que ladeia a igreja dos Clérigos, ...a da frente.
Pelo jeito com que admiravam a altura da torre e pela postura, dois homens, parados, pareciam ter vindo do Interior ao Litoral pela primeira vez! Transmontanos?!
Descia a rua, num matraquear de calçada, uma enxundiosa matrona, de fatiota justinha a sublinhar-lhe as curvaturas. No momento, lembrei-me de uma silhueta similar que, na cidade de Viriato, por semelhante arruído da passada, chamavam a “mula do núncio”.
Ao cruzar-se com os dois forasteiros, eles fizeram-se matreiramente desapercebidos da provocação visual; mas, após ultrapassagem, sempre arriscaram um olhar rectrovisor de admiração e um deles exclamou para o outro:
- Carago! Aqui no Porto, até mesmo velhas são bem boas!

Wednesday, June 03, 2009

Posição Sobre as Eleições Europeias de 7 de Junho de 2009
do Movimento para a Democracia Directa - DD

Portugal atravessa uma profunda crise moral, política, económica e social, que afecta a própria democracia. O quadro de aflição em que o País e o seu povo se encontram é dramático, podendo ser sumariado em 30 factores de desgraça:
• corrupção de Estado;
• domínio político do Estado, e das instituições dependentes, pelo Partido Socialista e Maçonaria;
• a deriva anti-democrática do Estado que chega a pôr em causa a realização de eleições livres e justas;
• o controlo do Estado pelo Governo, que dirige o Parlamento, pressiona o Presidente da República e condiciona o poder judicial;
• a repressão política pelo Governo, nomeadamente da liberdade de informação e de opinião, e a perseguição de jornalistas e meios de comunicação independentes;
• a falta de transparência do Estado, de responsabilização e de prestação de contas dos eleitos e nomeados;
• a pressão sobre magistrados em processos críticos para o poder e a governamentalização do exercício das autoridades superiores de justiça
• a governamentalização da acção das entidades reguladoras;
• a perda real e progressiva de soberania, através da subalternização do País face a potências estrangeiras;
• conflitualidade do Governo com as com as classes profissionais, nomeadamente professores, médicos, magistrados, polícias, militares;
• a desemprego crescente, em que avulta o desemprego dos jovens, particularmente dos mais qualificados, e dos activos mais velhos, colocados perante o beco do desemprego de longa duração e a uma reforma antecipada indesejada;
• a falta de oportunidades promissoras de vida para os jovens;
• abusos na concessão de subsídio de desemprego, que, no caso do Subsídio Social de Desemprego, pode ser usado indevidamente como alternativa ao salário mínimo nacional;
• a perda de rendimento das famílias;
• pauperização crescente dos portugueses e o surgimento do segmento populacional dos novos pobres;
• a remergência da fome em várias zonas de Portugal;
• o decréscimo do Produto Interno Bruto (PIB), a redução das exportações e aumento da dependência económica do País;
• crescimento exponencial da despesa pública simultâneo de um proceso de extorsão fiscal sobre os cidadãos e as empresas
• a tentativa de executar, a todo o custo, grandes projectos faraónicos de obras públicas, desnecessários para o desenvolvimento do País e suspeitos aos olhos dos portugueses sobre os reais motivos e interesses que provocam essa teimosia do Governo;
• o desdém e abandono da agricultura, das pescas e do mundo rural, em que avulta a redução dos apoios à produção e à modernização das explorações;
• a falência e encerramento de empresas, com mais evidência na indústria, fazendo de Portugal um país de comércio e serviços, sem agricultura e sem indústria;
• o desequilíbrio das contas públicas que põe em causa a solvabilidade do Estado e, a prazo, os pagamentos de salários aos funcionários públicos e prestações sociais;
• os abusos no Rendimento Social de Inserção, com vários registos para uma mesma criança em Conservatórias do Registo Civil, a utilização de bilhetes de identidade falsos, a concessão de subsídios a quem está a trabalhar e a não concessão do subsídio a situações da chamada pobreza envergonhada;
• a preferência política, nos casos de miséria, pelos apoios ao rendimento em vez da integração económica no trabalho, e pelos apoios de natureza social em vez dos incentivos à criação e expansão de empresas e à criação de emprego;
• a substituição do desenvolvimento económico, com a criação de empresas e emprego, pelos apoios ao rendimento sem contrapartida de qualquer trabalho, de que é gritante exemplo, o que se passa nos Açores onde 7,5% da popuplação recebe Rendimento Social de Inserção;
• a degradação do ensino, através do facilitismo oficial, do delírio didáctico, da permissividade pedagógica, da indisciplina, da desqualificação e da promoção do falso insucesso; e o facilitismo na atribuição de diplomas (des)qualificantes em situações de abuso nas Novas Oportunidades;
• o agravamento do crime, pelos códigos permissivos e a lassidão ordenada, consentindo, na prática, com a criação de santuários de delinquência que se tornam também guetos de sequestro da população cumpridora;
• o descalabro na saúde, com o encerramento de serviços de urgência, maternidades e hospitais, e a manutenção de listas de espera absurda, ainda mais grave nos casos de patologias graves, como o cancro;
• o sentimento de revolta social face aos abusos do Estado, a mentira política, o desprezo do povo e o abatimento moral do País;
• o falhanço das falsas reformas do Governo, na administração pública, nas finanças do Estado, na economia, na educação, na saúde, na justiça, na segurança;

Por causa de toda esta situação degradante e perigosa em que Portugal se encontra, o Movimento para a Democracia Directa - DD, associação cívica não-partidária, recomenda aos eleitores portugueses:
a) que compareçam em massa ao sufrágio das eleições europeias em 7 de Junho de 2009 e façam um voto afirmativo: não devem desperdiçar o seu direito com votos em branco ou nulos.
b) que não votem no Partido Socialista, escolhendo outro partido da sua preferência ideológica.